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Compromissos do UNICEF em AngolaUnicef Angola/ 2004 Elder
A UNICEF está presente em Angola desde 1976, um ano após a independência do país e o início do
conflito que devastou a economia, deixou infra-estruturas vitais em ruínas e a população civil completamente dependente da ajuda humanitária.
A UNICEF está presente em Angola desde 1976, um ano após a independência do país e o início do
conflito que devastou a economia, deixou infra-estruturas vitais em ruínas e a população civil completamente dependente da ajuda humanitária. Durante quase três décadas de emergência a UNICEF proporcionou sem interrupção assistência directa e protecção a milhões de crianças e mulheres afectadas pelas hostilidades e a centenas de milhar de deslocados forçados a fugir das suas casas.
Com sete sub-escritórios espalhados pelo país e uma forte presença em Luanda, a UNICEF pôde chegar a muitas das áreas mais vulneráveis e levar a cabo várias campanhas de vacinação que salvaram vidas.
Apesar da situação de instabilidade, a UNICEF e os seus parceiros ajudaram centenas de escolas a manterem-se em funcionamento através da doação de material escolar e da formação de professores. Foi fornecida água potável a acampamentos onde milhares de famílias deslocadas procuraram abrigo e actividades de protecção permitiram o reencontro de famílias separadas dispersas por todo o país.
Hoje a UNICEF mantém cinco escritórios no terreno e emprega 100 funcionários que acompanham o actual período de transição em Angola. No seguimento do término do conflito no início de 2002, as suas actividades passaram progressivamente da prestação directa de serviços para uma abordagem centrada em facilitar processos e reforçar capacidades.
O Programa para Angola (Angola’s Country Programme) tem sido elaborado com base em vários estudos e análises. Dois dos mais importantes foram a Avaliação do País [Common Country Assessment (CCA)] em 2001 e o Estudo de Indicadores Múltiplos [Multiple Indicator Cluster Survey (MICS)] também em 2001. Em conjunto o CCA e o MICS constituem uma base de dados sobre a situação socio-económica das crianças e mulheres Angolanas no novo milénio. O MICS, realizado como parte do compromisso do Governo para com os Objectivos das Nações Unidas de Desenvolvimento para o Milénio, serve agora como o principal indicador do progresso de Angola em direcção a estas metas cruciais para as crianças.
Objectivos e Resultados Esperados 2005 - 08
O objectivo primordial do actual programa da UNICEF em Angola consiste em apoiar o governo no seu compromisso de satisfazer e realizar os direitos das crianças e mulheres.
A organização visa assistir o governo na definição de metas e estratégias realistas para abordar as necessidades das crianças e mulheres, tendo por objectivo estratégias de redução da pobreza e planos de desenvolvimento. O reforço das capacidades nacionais para revitalizar e assegurar o fornecimento de serviços básicos essenciais que beneficiem as mulheres e crianças é igualmente um dos principais objectivos para os próximos três anos.
Em 2008 a UNICEF espera ter contribuído para os seguintes resultados chave:
• Redução em 50% na mortalidade infantil abaixo dos cinco anos;• Redução em 30% da subnutrição grave e moderada nas crianças com menos de cinco anos;• Redução em 30% da mortalidade materna;• Inclusão de 75% das crianças na rede de escolas primárias;• Promoção e apoio para optimizar o desenvolvimento das crianças através da melhoria e complementaridade dos cuidados, da nutrição, da educação, do fornecimento de serviços de água e saneamento e da higiene;• Prevenção da propagação do VIH/SIDA de forma a manter a taxa de sero-prevalência do VIH/SIDA abaixo dos 10% e prestação de apoio e cuidados aos afectados pelo VIH/SIDA;• Reforço da capacidade nacional de protecção dos direitos das crianças, incluindo as crianças em risco.
Alcançar estes resultados é um desafio que a UNICEF e os seus parceiros se propõem através de variadas estratégias que incluem: defesa das crianças, reforço das capacidades, melhoria dos sistemas de recolha de dados, reforço das alianças, parcerias e participação.
Fonte:Unicef
Editado por:
Simão pascoal Hossi
E como está a situação em 2011?
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