O director executivo da rede angolana das Organizações de Sida (Anaso), António Coelho, enfatizou hoje, segunda-feira, em Luanda, a necessidade de todos os sectores públicos e privados estarem envolvidos no combate e controlo do VIH/Sida em Angola.
Falando na abertura do primeiro seminário nacional sobre cuidados paliativos (extra-hospitalar), que vai decorrer até 12 do mês em curso, António Coelho, alertou a necessidade de haver um maior empenho e envolvimento de toda a sociedade, para que não se perca o controlo desta doença, que tende a aumentar nos últimos tempos.
Realçou também ser preciso haver troca de impressões, de forma periódica, com os representantes de vários sectores, para se analisar o evoluir dos casos da doença em Angola, as condições dos hospitais de e Centros de Referências para testagem voluntárias, assim como dos meios materiais e humanos disponíveis nestas unidades, analisou.
“Os fundos monetários para a sustentabilidade dos programas tendem a reduzir, uma situação que poderá agravar-se nos últimos tempos”, segundo o responsável.Face a esta situação, António Coelho defendeu maior envolvimento e responsabilidade da sociedade no combate do VIH/Sida, que continua a vitimar mais cidadãos dos 15 aos 45 anos.
Neste evento, participam 39 líderes e quadros de Ong nacionais seleccionadas nas províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Malanje, Kwanza Sul e Norte, Cunene, Uíge e Bengo.
Com o apoio do Fundo Global, o seminário visa capacitar os referidos quadros e líderes em estratégias de como melhor acompanharem às pessoas que vivem com esta doença, junto das suas famílias e comunidade.
Com a duração de cinco dias, o encontro realiza-se pelo facto da ANASO e outros parceiros terem notificado nos últimos tempos, a falta de qualidade no apoio às pessoas vivendo com VIH/Sida, junto dos seus familiares, que devem contribuir na redução da incidência desta doença.
O evento decorre numa das salas de conferências do Instituto Nacional da Criança (INAC), onde os participantes discutem aspectos ligados com cuidados básicos sobre efeitos secundários da terapia para antiretroviral, nutrição das pessoas vivendo com VIH/Sida, enfoco psicológico destes doentes, seu aconselhamento e tratamento.
Os participantes, ao longo destes dias trocarão experiências sobre cuidados domiciliares, direitos humanos, estigma e discriminação e a adesão ao tratamento com antiretrovirais.
Este é o segundo encontro que a ANASO realiza, num total de 18. Na fase anterior abordou-se sobre os cuidados domiciliares, onde participaram 40 representantes idos de várias províncias de Angola.
Fonte:Angop - Edição de 08.06.2009
Editado por:
Simão Pascoal Hossi
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os Vossos comentários serão muito importantes